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@neuro.rafaelmaia

O que causa um meningioma? Na maioria das vezes, n O que causa um meningioma? Na maioria das vezes, não há uma causa única e clara.

Ele surge do crescimento anormal das meninges, as membranas que envolvem o cérebro. Alguns fatores aumentam o risco: idade mais avançada, ser do sexo feminino, antecedente de radiação na cabeça e condições genéticas raras, como a neurofibromatose. Ainda assim, na maior parte dos casos ele aparece sem um motivo identificável — não é algo que a pessoa tenha feito de errado para provocar.

Na prática, raramente dá para apontar "a causa". O que importa é acompanhar de perto e definir a melhor conduta para cada caso.

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Dr. Rafael C.L. Maia
Médico Neurocirurgião
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#meningioma #tumorcerebral #neurocirurgia #saudecerebral #neurologia
DBS serve para outras doenças além do Parkinson? S DBS serve para outras doenças além do Parkinson? Sim — é usada em várias condições neurológicas.

Entre as indicações mais estabelecidas estão o tremor essencial (um tipo de doença diferente do Parkinson) e a distonia, em que os músculos se contraem sem querer. A estimulação cerebral profunda também é aplicada em casos selecionados de epilepsia e de nevralgia do trigêmeo que não respondem aos tratamentos habituais, além de outras condições sob protocolos específicos. A lógica é sempre a mesma: modular circuitos do cérebro com estímulos ajustáveis.

Ou seja, o Parkinson é a indicação mais conhecida, mas não a única. A avaliação especializada define quem pode se beneficiar em cada caso.

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#dbs #estimulacaocerebralprofunda #tremoressencial #distonia #neurocirurgia
Como é a recuperação depois da cirurgia de DBS? Co Como é a recuperação depois da cirurgia de DBS? Costuma ser mais tranquila do que a maioria imagina.

Em geral, a internação é curta e boa parte dos pacientes retoma as atividades leves em poucos dias. Um ponto importante: os efeitos não aparecem imediatamente — o aparelho é ligado só depois de algumas semanas, e a equipe faz vários ajustes ao longo do tempo, buscando o melhor resultado. É um processo gradual, com acompanhamento de perto, e cada pessoa tem o seu ritmo.

Vale conversar com a sua equipe sobre o que esperar no seu caso. Saber que é um caminho gradual ajuda a viver esse período com mais tranquilidade.

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#dbs #parkinson #estimulacaocerebralprofunda #neurocirurgia #posoperatorio
Uma empresa chinesa anunciou resultados de uma ter Uma empresa chinesa anunciou resultados de uma terapia com células para o Parkinson. Vale olhar com calma o que foi mostrado e o que ainda falta.

A proposta é repor os neurônios que produzem dopamina. Células-tronco de um doador são transformadas, em laboratório, em neurônios de dopamina em formação e implantadas no putâmen, uma estrutura profunda do cérebro que ajuda a comandar os movimentos. É a região que mais sofre com a falta de dopamina no Parkinson.

Segundo a empresa, as 9 pessoas tratadas não tiveram complicações graves e, em 6 meses, os sintomas motores melhoraram em média mais de 30 pontos. Esses pontos são da MDS-UPDRS parte III, a escala usada no exame para medir tremor, rigidez, lentidão, equilíbrio e marcha: são 33 notas de 0 a 4, num total de 0 a 132, e quanto maior, mais intensos os sintomas; melhorar é ver a nota cair. Aqui, o exame foi feito sem o efeito do remédio. Relata também mais de 5 horas a mais por dia de "tempo bom", o período em que o remédio funciona sem movimentos involuntários incômodos, anotado pela própria pessoa num diário.

Os limites são os de todo estudo de fase 1: pouca gente, nenhum grupo de comparação, e todos sabiam que tinham recebido o implante. Os dados foram apresentados no Congresso Internacional de Doença de Parkinson e Distúrbios do Movimento, da sociedade internacional da área (MDS), em Seul, de 4 a 8 de outubro. No resumo científico do congresso, só o grupo de dose baixa tinha 6 meses de acompanhamento, com melhora de 28 pontos. É a mediana: o valor do meio entre os participantes do grupo.

A fase 2, com 30 pessoas na China, tem sorteio e avaliadores que não sabem quem recebeu as células, mas não tem cirurgia simulada.

É uma linha de pesquisa promissora, que ainda precisa de estudos maiores e controlados. Por enquanto, não substitui o tratamento atual.

Fontes: comunicado XellSmart (18/10/2026); Su D et al., Movement Disorders 2026, resumo do Congresso MDS; ClinicalTrials.gov NCT07080775.

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#parkinson #celulastronco #terapiacelular #neurocirurgia #ciencia
Toda epilepsia precisa de remédio pra sempre? Nem Toda epilepsia precisa de remédio pra sempre? Nem sempre.

Depende do tipo, da causa e de como as crises respondem. Muitas pessoas passam anos sem nenhuma crise com a medicação certa, e em alguns casos, após um bom tempo controlado, o médico pode avaliar reduzir e até retirar o remédio, sempre com acompanhamento. Quando existe uma causa estrutural no cérebro, o tratamento tende a ser mais prolongado. O que nunca se deve fazer é parar por conta própria, porque isso pode desencadear novas crises.

A resposta é individual — quem define se e quando reduzir é o neurologista, acompanhando a sua evolução ao longo do tempo.

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#epilepsia #crises #neurologia #neurocirurgia #tratamento
Dormir mal tem a ver com Parkinson? Sim — sono e P Dormir mal tem a ver com Parkinson? Sim — sono e Parkinson andam muito juntos.

A doença pode causar insônia, sono picado, sonolência durante o dia e inquietação nas pernas à noite. Um sinal que chama atenção é o distúrbio do sono REM, quando a pessoa parece "atuar" os sonhos, mexendo braços e pernas ou falando enquanto dorme — isso pode anteceder o Parkinson em muitos anos. Cuidar do sono, com rotina, ambiente adequado e avaliação médica, faz diferença na qualidade de vida.

Se o seu sono anda ruim de forma persistente, vale conversar com um médico. Dormir bem também faz parte do tratamento.

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#parkinson #sono #doencadeparkinson #neurologia #saudedosono

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